Diretor Geral das Alfândegas da Guiné Bissau, recebe em audiência a missão do SHARK 2 Financiada Pela Embaixada de França.

Na manhã desta segunda-feira, 7 de julho de 2025, o Diretor Geral das Alfândegas da Guiné-Bissau, Dr. Domenico Sanca, recebeu no seu gabinete de trabalho o Capitão Djibril Sangaré, especialista em identificação de estupefacientes e formador acreditado pela Organização Mundial das Alfândegas (OMA).


A visita integra-se no âmbito do Projeto SHARK 2, que visa reforçar o combate ao tráfico ilícito nos principais portos da África Ocidental, especialmente aqueles utilizados como rotas de transporte marítimo por redes criminosas transnacionais. O objetivo principal do projeto é tornar os controlos aduaneiros mais eficazes, promover a partilha de informações entre os países participantes e implementar critérios de segmentação mais relevantes e atualizados.


Durante os cinco dias de missão, os trabalhos irão decorrer em simultâneo com atividades em curso em mais de 14 países da sub-região da África Ocidental e da zona subsaariana, com foco na harmonização das informações e estratégias de combate ao tráfico e contrabando.


Satisfeito com a iniciativa, o Diretor Geral das Alfândegas, Dr. Domenico Sanca, destacou a importância desta missão para o país e agradeceu à Embaixada de França pelo financiamento do projeto. Na sequência, anunciou a criação imediata de uma missão conjunta nacional, que envolve o Gabinete de Fiscalização e Anti-Fraude e a Brigada de Ação Fiscal (BAF) da Direção Geral das Alfândegas.


O chefe da missão o senegalês, Capitão Djibril Sangaré, expressou igualmente a sua satisfação com a abertura institucional e o alto sentido de Estado demonstrado pelo Diretor Geral das Alfândegas da Guiné-Bissau.


A reunião decorreu na presença de altos funcionários da Direção Geral das Alfândegas, conselheiros técnicos e o Comandante da Brigada de Ação Fiscal. A missão estende-se por cinco dias e representa mais um passo importante na luta comum contra o crime transfronteiriço e o tráfico internacional.


A realização desta missão reveste-se de grande importância estratégica para a Guiné-Bissau, para a sub-região da África Ocidental e para os países do Sahel, regiões particularmente vulneráveis às redes internacionais de tráfico de drogas, armas e medicamentos falsificados. A Guiné-Bissau, pelas suas características geográficas e pela fragilidade das suas fronteiras, tem sido apontada como ponto de passagem destas redes criminosas, o que representa uma ameaça direta à segurança nacional e à estabilidade social. Ao reforçar a cooperação técnica e operacional entre as Alfândegas dos países vizinhos, nomeadamente o Senegal, e ao promover o intercâmbio de informações em tempo real entre mais de 14 países da sub-região, esta missão contribui para fortalecer os mecanismos de controlo, fiscalização e combate ao crime organizado. Para os países do Sahel, que enfrentam desafios graves relacionados com o terrorismo, o tráfico de armas e o crime transnacional, a harmonização das estratégias de fiscalização e segurança representa um passo crucial para consolidar a paz, proteger as populações e promover o desenvolvimento sustentável.

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